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Produção Rural

Em primeiro dia de atividades, treinamento da Adaf capacita servidores a pôr em prática Plano de Contingência Estadual Para Influenza Aviária

Programação começou com módulos teóricos ministrados pelas médicas veterinárias Carolina Bolsanello e Pauline Sperka

Foto: Divulgação/Adaf

Começou, nesta segunda-feira (25/08), o treinamento ‘Plano de Contingência Estadual Para Influenza Aviária – Da Notificação ao Encerramento do Foco’, promovido pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O evento, que vai até sexta-feira (29/08), está preparando aproximadamente cem servidores da autarquia para atuar de forma rápida e eficaz em caso de confirmação de foco da doença no Estado.

O primeiro dia da capacitação teve módulos teóricos ministrados pelas médicas veterinárias Carolina Bolsanello e Pauline Sperka, que atuam, respectivamente, na Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e na Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

A parte teórica do treinamento segue nesta terça-feira (26/08), no auditório do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), bairro Petrópolis, zona sul de Manaus. Assuntos como o papel do Serviço Veterinário Oficial na Contenção de Surtos; destino das aves mortas e resíduos; limpeza e desinfecção e barreiras sanitárias, bloqueios de trânsito e desinfecção de veículos estão na programação.

Foto: Divulgação/Adaf

Nos dias 27 e 28, com turmas revezadas, o treinamento será voltado à prática, com a mestre em Saúde Animal Sandy Kelly Souza Marques da Silva, que é professora Acadêmica na Universidade da Amazônia (Unama). Essa atividade acontecerá no laboratório da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), bairro Japiim, também na zona sul de Manaus, e inclui orientações de paramentação, coleta de suabes e acondicionamento, identificação e transporte das amostras, entre outras.

As turmas que não estiverem na aula prática terão encontro com as coordenações dos programas ligados à Defesa Animal da Adaf para alinhar ações, tirar dúvidas e sugerir melhorias.

Na manhã do dia 29, a programação será voltada para o Programa Nacional de Combate à Raiva dos Herbívoros e Outras Encefalopatias (PNCRH), com uma conversa com a coordenação e também para a realização de sorologia nos servidores. O exame é importante para avaliação vacinal de pessoas expostas ao risco de infecção pelo vírus da raiva, como é o caso dos profissionais da Defesa Agropecuária.

Foto: Divulgação/Adaf

A coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola no Amazonas, Larissa Araújo, destacou que o treinamento era um pleito da área técnica da Adaf desde que a doença começou a se aproximar do Brasil. “Esse treinamento foi pensado para manter nossos servidores confortáveis para atuar nas ações de atendimento a notificações e num possível enfrentamento a um foco da doença. A gente conseguiu trazer colegas de outros estados, que têm uma outra vivência, que já tiveram focos, então a gente espera que os servidores aproveitem e saiam do treinamento seguros para enfrentar a Influenza Aviária”, afirmou.

O superintendente substituto do Mapa, Raphael Mattoso, acompanhou o primeiro dia do treinamento e destacou a importância da iniciativa. “Ter essa oportunidade de receber palestrantes convidados que já passaram pela experiência de saneamento de foco e poder trazer todos os servidores da Adaf para cá é de extrema importância porque a gente vai ter maior segurança de como agir, mais facilidade para reconhecer os sintomas e, além disso, proteger a população se realmente for uma zoonose. Quanto mais rápida e precisa for a nossa ação, mais seguro é para a população”, ressaltou.

A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade é causada por vírus, com alto índice de contágio e representa uma grave ameaça à avicultura. A doença pode causar tosse, espirros, secreção ocular e nasal, diarreia, desidratação, apatia, falta de coordenação motora, perda de apetite, inchaços na cabeça e pescoço, hemorragia nas pernas e queda drástica na produção de ovos, além de aumento repentino na mortalidade das aves.


Agência Amazonas de Notícias
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